Não conheço banda que não tenha tocado algum cover em sua existência. Aliás, não imagino uma banda começar sem que a primeira música ensaiada em conjunto seja um cover. Brasília e sua infinidade de bandas presenciaram muitas versões, boas adaptações e variados estragos em músicas de terceiros. Algumas dessas músicas merecem destaque:
Bois de Gerião e Heitor Villa-Lobos - o Melhor de Bois de Gerião seja, talvez, a melhor demo em K-7 feita em Brasília. Nela temos o que considero o melhor trabalho dos Bois, a versão de Trenzinho do Caipira, de Villa-Lobos. Ousada, a versão mantém a beleza da composição e traz a velocidade de nossos tempos.
O som do fliperama - River Raid, Green Beret e Pac-Man são inesquecíveis jogos de fliperama - ainda mais agora, em época de saudosismo da década de 80. Outro jogo que marcou época foi Stock Car - aquele do carrinho que soltava fumaça e cujo objetivo era pegar bandeirinhas. Seu tema foi transformado em divertida versão pelo Little Quail. Está no primeiro disco da banda e também na coletânea (em K-7) Cult Cover (1).
Quanto ao Móveis, apenas listarei alguns covers recentes... depois escolhemos os melhores. Bebete (Jorge Ben), Ska (Paralamas do Sucesso), Shot in the Dark (na versão do Tokyo Ska Paradise Orchestra), Sorria, sorria (Evaldo Braga), Eu me Amo (Ultraje a Rigor) e Se essa rua fosse minha.
(1) Cult Cover foi uma coletânea organziada pelo programa Cult 22 (na década de 90) e reuniu grupos de Brasília, com os mais variados covers. Há uma versão única de Desculpe mas eu vou chorar (Leandro & Leonardo) pelos Raimundos. Em 2006, o Cult estuda um novo volume da coletânea.

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