
são três horas da manhã e tenho de escrever.
nova política do Móveis: temos de escrever. cada mês, um dia, uma pessoa
não nego a importância e o gosto do desafio, afinal escrever sempre o foi.
tópicos, temas, abordagens, como começar?
chego aos sons de viagem.
um tanto estranho mas é assim mesmo: trilhas que busco em viagens.
mas não vou falar de músicas, penso. um tanto batido.
por que não do processo?
sim: o próprio ato! a mim, tão precioso, tão desejado!
já tenho minha resposta.
lembro sempre de três tês quando falo em viagem.
1. trilhas (como já falei);
2. textos e;
3. trens.
o primeiro ponto permeia todo o resto. não faz sentido discursar sobre ele.
busco sons que constroem um espécie de estética da viagem, do viajante.
e isso me leva ao segundo ponto e diretamente aos textos de Denílson Lopes: das paisagens, dos trânsitos e mobilidades.
se uma coisa aprendi foi buscar sensações e delas construir quase que quadros: se tivesse coragem: paisagens.
“a viagem não mais como perda de ilusões, nem simples fuga”, agora como possibilidade de construção e aprendizado: mais o viajante (principalmente o melancólico) do que um turista.
não é a finalidade da viagem que importa e sim o seu processo: o percurso que se constrói aos poucos, uma peregrinação sem lugar de chegada.
o que restaria? o estranhar-se, primeiro.
depois, a busca e a construção. aprendizado não por acúmulo, mas por momentos.
não mais pela experiência cronológica, algo entre imagens, memórias e esquecimentos.
junção de paisagens sonoras, memórias, (des)construções e movimento: andar de trem, pra mim, é isso.
talvez para justificar medos. talvez para cristalizar momentos.
no fim, sempre terei a imagem de viajar numa noite confortavelmente fria, por entre branco nas árvores, reflexos no vidro e cheiro de canela, o ar umedecido por um chá preto com pimenta e laranja e, por fim, sem saber o que esperar além de um sorriso.
são quatro e meia e tenho de terminar. desculpem os buracos, a falta de objetividade e, principalmente, de um ponto final. apenas a busca pela viagem: “a estética da viagem é uma das marcas do desejo de querer contar histórias e ao narrar persistir na busca de fazer sentido em meio à dispersão contemporânea”
dos trens, falo depois.
trechos retirados de: LOPES, Denílson. O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios (RJ, Aeroplano, 2002)
Hein!?
Acho que estou ficando apaixonada?
Vc me emociona...mas é isso mesmo?!?
Então ta neh? xD
Pôxa, vcs podiam ser tão cuidadosos com seus fãs como são com as palavras.
Como que eu faço, eu quero tocar Copacabana pros meus amiguinhos no violão mas não acho a cifra em lugar nenhum.
Dá uma mãozinha aí Fábio.
Valeu, abraço grande,
Amanda.
Vim só agradecer. Achei o que antes não tava dando pra encontrar.
Agora faltava mesmo era eu saber tocar violao.
Mas nunca estive tão motivada a aprender, agradeço a vcs por isso.

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