Muito bom esse vídeo, nessa última ida à Belém, show do Móveis no lançamento do festival SeRasgum, aproveitamos para conhecer a cidade, a feira do Ver o Peso, fomos ao Tecnobrega, em breve o vídeo sobre esse dia.
É curioso como o tecnobrega virou um modelo de negócio nessa época de mudança do mercado da indústria fonográfica, distribuição de música pela internet, vale a pena o carinho pelo assunto.
Além do vídeo da pra baixar o livro sobre o tema, já postado no nosso site anteriormente.
Valeu, abraços,
Esdras
A realidade do tecnobrega é muito diferente da mostrada e discutida na reportgem feita pelo Móveis, quando estiveram em Belém. Esse estilo teve início quando um deputado começou a se promover politicamente, a partir de propagandas em carros-som que misturavam o antigo Brega com uma levada tecno. Tal político também passou a promover festas populares, utilizadas para angariar votos, nas quais a principal atração era o Tecnobrega, daí se originando as aparelhagens.
A partir de então o tecnobega se espalhou e tomou conta de Belém e do interior do estado, utilizando para isso melodias de hits (como Numb) e trocando apenas a letra e acrescentando o batidão bregoso.
Basicamente o Tecnobrega é constituído de plágio de uma melodia, princialmente um hit estrangeiro, com uma letra com forte apelo sexual, mais a batida repetitiva e um teclado medonhamente tocado.
Essa é a receita de sucesso desse "estilo" que extinguiu nosso antigo Brega genuinamente paraense, gostoso de dançar e com a ingenuidade e criatividade do povo do Pará. Até mesmo ritmos como o Carimbó, foram abafados, já que o que predomina mesmo no interior é o Tecno ...
Saudades do "Jererê", do "Roupinol", da "Baladeira" trocados pelo "seu vizinho quer comer meu cuuuelinho" ou "quem vai querer a minha periquita"
Será que o Tecnobrega é representante ou algoz da cultura paraese? Eu fico com a segunda opção...

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