Quando eu vivo esse encontro,
Eu digo adeus
Refaço os meus planos
Pra rimar com os seus
Abandono o que é pronto
E digo adeus
Eu trago os meus sonhos
Pra somar aos seus
E toda vez que vier
Felicidade vai trazer
A cada vez que quiser,
Basta a gente querer
Ser desta vez a melhor
E toda vez que vier
Felicidade a mais
A cada vez que quiser
Basta a gente dizer
Só uma vez,
Uma só voz
Quem diria o amor sobrou
Mas o aspirador faltou na lista
E se é pra casar
Me faça o favor pois pra solucionar
Sou capaz de esquecer o meu nome
Sou capaz de desaparecer
Sou capaz de beijar um ouriço
Se isso for resolver
Sou capaz de esquecer o meu nome
Sou capaz de desaparecer
Sou capaz de qualquer sacrifício
Se isso for resolver
Eu tenho quase certeza de que estou no lugar errado
Mas se eu não me engano, eu posso estar enganado
A gente se deu tão bem
Que o Tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz
E passar rápido pra mim
Parece que até jantei
Com toda a família e sei
Que seu avô gosta de discutir
E sua avó gosta de ouvir
Você dizer que vai fazer
O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim
Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo e faço
O Tempo esperar como esperei
A eternidade se passar
Nos meus segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o seu olhar
O meu futuro é esperar
Pelo presente de fazer
O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim
Pra mim
Se o Tempo se abrir, talvez
Entenda a razão de ser
De não querer sentar pra discutir
De fazer birra toda vez
Que peço um tempo pra me ouvir
A gente se deu tão bem
Que o Tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz
E passar rápido pra mim
Eu que nunca discuti o amor
Não vejo como me render
Ah será que o Tempo tem tempo pra amar
Ou só me quer tão só
E então se tudo passa em branco eu vou pesar
A cor da minha angústia e no olhar
Saber que o Tempo vai ter que esperar
Andava cego de amor
E o meu cão guia
não sabia
Se seguia a minha dor
De joelhos supliquei
Me declarava, não me ouvia
O cão latia pra ninguém
Se no amor só tive azar
Tentei a sorte
em outro lugar
No bingo ganhei
Um disco do rei
Perdi tudo no bilhar
Do cachorro ao jogo de jantar
Não vou apostar
Nessa vida de azar
Se ela pode ir mais além
Deixa como está
Dessa sorte eu sou refém
Seis dezenas, fiz um par
No amor não fui tão bem
Cansei de ser um perdedor
Fiz do destino meu amigo,
Ente querido, fiador
Malas prontas, tudo ok!
E no caminho lado a lado
Um passo errado, tropecei
Me levantei bem devagar
Deixei de
lado o mau olhar
Pensei em traçar
A sina de um rei
Na moeda o que vai dar
Tá na cara, não vou mais jogar
Não dá pra explicar
Só vai entender
O que é ganhar
Quem não cansou de perder
Eu perdi, vou ganhar
Ah! Eu perdi, vou ganhar
Tiro o céu da nuvem, vejo algodão
Um vão sem ter buraco, vira chão
Deixa de ser
Muro sem cimento, sobra sedimento
Mesmo sem palavra, mudo fala
Deixa de ser
Cá pra nós, não é preciso complicar para dizer
Seja lá onde for
Deixa o Sol te levar
Tira o lar do lugar vem pra cá
Sem ter luz ou luar
Siga o brilho que for
Te guiar só pra cá, meu amor
Simples movimento tiro o ar do vento
Evento sem retrato, esquecimento
Deixa de ser
Põe lembrança na saudade, vira a idade
Cinto sem maldade, castidade
Deixa de ser
Quando viu o que conseguiu
Logo de cara quebrou
Copo de café com leite
E provou que era o tal
Mas nada, nada banal
E a receita, meu querido,
Ofélia não ensinou!
Recorrente medo do receio em si
Já não habita mais saudoso coração
E a sádica saudade eu vi
Que até o cubista mais cubano
Sambaria para se distrair
Vai correndo procurar
Tudo aquilo que almejou
Já sabendo que ao voltar
O mundo será outro
E se um dia ele mudar
Quando tudo tiver fim
Quando viu o que conseguiu
Logo de cara quebrou
Copo de café com leite
Provando que era o tal
Mas nada, nada banal
E a receita, meu querido,
Ofélia não ensinou!
Não se é grande sem crescer
Não se cresce sem sentir
Nada existe sem porquê, portanto
Tudo que eu queria dizer
Alguém disse antes de mim
Tudo que eu queria enxergar
Já foi visto por alguém
Nada do que eu sei me diz quem eu sou
Nada do que eu sou de fato sou eu?
Tudo que eu queria fazer
Alguém fez antes de mim
Tudo que eu queria inventar
Foi criado por alguém
Nada do que eu sou me diz o que sei
Nada do que eu sei de fato é meu?
Algo explodiu no infinito
Fez de migalhas
Um céu pontilhado em negrito
Um ponto meu mundo girou
Pra criar num minuto
Todas as coisas que são
Pra manter ou mudar
Sempre que eu tento acabar
Já desisto antes do fim
Sempre que eu tento entender
Nada explica muito bem
Sempre a explicação me diz o que sei:
“Sempre que eu sei, alguém me ensinou”
Agora reinvento
E refaço a roda, fogo, vento
E retomo o dia, sono, beijo
E repenso o que já li
Redescubro um livro, som, silêncio,
Foguete, beija-flor no céu,
Carrossel, da boca um dente
Estrela cadente
Tudo que irá existir
Tem uma porção de mim
Tudo que parece ser eu
É um bocado de alguém
Tudo que eu sei me diz do que sou
Tudo que eu sou também será seu
Eu sempre fiz
De quase tudo a fim
De não fazer mal a ninguém
Mas nem assim
Quis tudo que fiz, meu bem
Não é natural
Tão natural
Você me diz
Não dissimulo bem
Uma resposta dita em vão
Se eu digo sim
É pra você, não pra mim, então
Não é natural
Tão natural
Nem tão natural
Bem natural
Sendo assim por obrigação
Um bem, meu bem é não
Sendo assim por obrigação
Meu bem, um bem é mal
Sendo assim por obrigação
Um bem, meu bem é não
Sendo assim por obrigação
Meu bem
Serei feliz, quando agir por mim
Sem querer nada no fim
Nem peso ou culpa,
Só sinceridade faz bem
Fotografei, você não viu
Verdade no meu olhar
Felicidade não sorriu
Fingiu somente que estava lá
Me revelei, você despiu
Tristeza em todo lugar
Mentiu tão bem que nos uniu
Um bom motivo pra me lembrar que
Quando percebe o desgosto do gasto
E gosto da farsa
Disfarça que não tem tamanho
Nem foco, nem brilho, nem alma, nem cor
E ainda desmente que medo não sente
Que tudo é pecado e nada é perdão
Felicidade reinará
E o dia raiou
Tudo em claro e viva cor
O sol em meu mural
Desbota a minha dor
Não paro, passo, faço, me encontro
Num retrato três por quatro
Não me enquadro ao teu lado, não
Emoldurei o fim por vir
Polaroid pra registrar
Revejo assim o que não vi
Retrato que ainda não há
Recordar o que sobrou,
meu sub exposto olhar
Mamãe te disse que tu tinha o dom
Já imitava a Sandy sem perder o tom
Cantou, dançou, ganhou no Raul Gil
Naturalmente, Namoradinha do Brasil
A vida insiste em dizer: “Estou triste”
Sua mãe diz: “Não estranha”
“Essa menina é cheia de manha”
Ela é cheia de manha!
Entrou no ar sem nem saber porquê
O sonho da família dentro da tv
Batom na boca, swing no quadril
Supostamente, Namoradinha do Brasil
E dançou sem perceber
O que o corpo fazia
E cantou sem compreender
O que a letra dizia
E quase como um sonho bom
Onde entreter também era brincar
Mamãe mandou eu insistir
E a vida persiste dizendo: “Não existe
Estrela tamanha;
Essa menina é cheia de manha”
Já não sabia se era início ou fim
Vivia imersa numa infância de festim
Era criança menos infantil
Infelizmente, Namoradinha
Eu sei que nada tenho a dizer
Mas acabei dizendo sem querer
Palavra bandida!
Sempre arruma um jeito de escapar
Seria tudo muito melhor
Se a música falasse por si só
Dá raiva da vida
Nada existe sem classificar
Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste nem feliz
Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais
Pensei em mil palavras e enfim
Nenhuma das palavras coube em mim
Não vejo saída
Como vou dizer sem me calar?
Diria mudo tudo o que faz
Minha vida andar de frente para trás
Uma frase perdida
Num discurso feito de olhar
Não é medo, nem é riso
Não é raso, não é pouco, nem é oco
Não é fato, nem é mito
Não é raro, não é tolo, não é louco
Não é isso, não é rouco
Não é fraco, não é dito, não é morto
Eu não vou falar do que senti
Palavras são mais que o dizer
O sentido que é meu
Pode não ser seu
Eu sei que nada tenho a dizer
Pensei em mil palavras e enfim
Seria tudo muito melhor
Pensei, seria
Se um dia alguém puder me entender
Perdi a hora, lamento
Se tudo pode ser melhor
Ainda dá tempo
No tempo certo vou chegar
Sem pressa, sem despertador
A vida é nova
Novo é o lugar
Que a boa hora traz
Nesse incompleto vem e vai
Se o começo é o fim
Não faz mais diferença
Se tudo está por um triz
Não faz mais diferença
Se isso é bom ou ruim
Não faz mais diferença
Nem sempre alegre e feliz
Mas faz, faz diferença
Não vá. Me dê mais um tempo
Deixei pro fim o que é melhor
Se for, eu entendo
Só vim aqui para agradecer
O que a gente dividiu
A vida é boa
Bom é o lugar
Que a nova hora traz
Nesse incompleto vem e vai
Do que é ruim eu me esqueço
O bom eu quero mais
Na tristeza eu quero avesso
Agora quero paz
Saiba que todo fim
É um recomeço
Pra nossa vida quero amor
O resto eu desconheço
PRÓXIMO SHOW: em Niterói-RJ, dia 25/02
clique aqui para maiores informações
Fala móveis!
Que tal um show aqui por Minas Gerais? Juiz de Fora tem uma casa bem legal que ia comportar bem o show de vocês. Saca o site do Cultural Bar. http://www.culturalbar.com.br/
Infelizmente n tem como eu agenciar a vinda de vocês porque a casa não negocia datas nos fins de semana. Mas fica a dica, se quiserem entrar em contato com o cultural, a mineirada vai ficar feliz em ver o show de vocês e com cerveja vai lotar o local.
Abraços,
Bruno
vc e muito linda
Olá Moveis!!
como estao as coisas la no brasil?? Aqui na Europa temos um
inverno do inferno. Sempre lembro do verao de 2008 com
voces tocando por aqui... Quando vcs voltam?
Sempre to afim de arrangar uns shows de novo :-)
Nos precisamos dos Moveis urgente...
Abracos, Matthias
Oiii meninos,
Colocamos o videoclipe no site da mtv também, se quiserem votar, quem sabe passe na programação na tv .. ;)
óó o link aí : http://fiznamtv.com.br/video/ver/29362
E podem voltar pra fazer show em Curitiba, a gente nem liga ;)
Bjo bjo