Mistura de Ritmos direto de Brasília

Fonte: Amazônia Hoje em Dia | Autor: Sidney Filho | Data: 20/01/2006
A Capital Federal já apresentou para os fãs de rock, bandas que fizeram história cultural do Brasil como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial. Agora a nova geração mostra como uma das características a mistura de vários elementos musicais, como o ska, o funk e até o jazz. Essa sensação quando escutamos as músicas da Móveis Coloniais de Acaju. Foi para saber sobre essa misturada e também da proximidade com as bandas paraenses, que Beto Mejía (flauta) e Fabio Pedroza (baixo) falaram ao caderno Show do Amazônia Hoje.

É bem nítida uma influência do ska em algumas faixas do primeiro trabalho da banda. O que mais influencia vocês?

Beto: No início da banda , as maiores influências vinham de bandas de neo-swing e ska como Royal Crown Revue, Squirrel Nut Zippres, Brian Setzer, Lee Press on and the nails, Toasters, Might Might Bostones. E por aí vai. A banda sempre foi muito grande. Com o passar do tempo novas influências foram sendo trazidas e, ao meu ver, hoje, compomos um tipo de som influenciado bastante por música brasileira. Não deixamos de lado as influências iniciais e, sim, incorporamos as novas com o tempo. As músicas deste CD refletem basicamente os três últimos anos de amadurecimento da banda. Trio Mocotó, Jorge Ben, Emir Kusturica and The No Smoking Orchestra, Dali, Saramago, Felini, Buñuel, Beatles, choro, samba, rock. Nomes, bandas e estilos. Sem muita discriminação. O que nossos ouvidos gostam a gente deixa rolar.

Como está sendo a repercussão do CD (Idem)? Já foi possível tocar em várias cidades do Brasil?

Beto: A repercussão está sendo ótima. Vendemos mais de três mil cópias, sendo que duas mil foram vendidas em dez dias. Hoje o disco Idem está em sua segunda prensagem. Isso chamou a atenção de um público que ainda não havia escutado nosso som, assim como parte da mídia. Em 2005 tocamos em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia, além de vários shows em Brasília, naturalmente. Temos agendadas datas em São Paulo para início de 2006 (SESC Pompéia, em 26/01, com Slackers - EUA). E estamos ansiosos por shows em Belém! Fabio: Ah, essas duas mil cópias foram vendidas antes do nosso show de lançamento! E recebemos vários e-mails de pessoas de cidades que nunca fomos, do Brasil inteiro, isso mostra que a notícia está circulando, as pessoas, de alguma forma ou de outra, estão ouvindo falar na gente. Isso é incrível.

Vocês já estão produzindo material para o próximo disco?

Beto: Temos algumas músicas ainda no papel. Nosso objetivo agora é realmente mostrar nosso primeiro CD em outras cidades, além de Brasília. Fabio: Vamos montando o novo repertório aos poucos, durante 2006, testando os arranjos nos shows, amadurecendo a identidade sonora para o próximo CD.

O que vocês conhecem da música produzida em Belém do Pará?

Beto: Conhecemos o pessoal do La Pupuña. Um som muito bacana. O pessoal daqui gostou muito. E também os trabalhos de Suzana Flag, Eletrola (extinta) Ah, todos os calypsos chegam com muita freqüência aqui. Percebe-se que a produção musical paraense é marcada pela diversidade musical calcada em raízes regionais. Bem interessante!

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