O verdadeiro Porão do Rock

Fonte: Correioweb | Autor: Ronaldo Mendes | Data: 04/06/2006

Com cinqüenta minutos de atraso, os novos queridinhos da cena indie brasiliense Lucy and The Popsonics subiram ao palco. Era a primeira apresentação da noite. Portanto, para esquentar o público, que já estava batendo o queixo, o duo mostrou muita atitude ao tocar a empolgante Amor 1.0. O som é altamente energético – imagine algo entre Stereototal e Ramones. O grande destaque da banda são as músicas, cantadas em três línguas: inglês, francês e português. A última foi uma versão de Uá, da “grindcoreana” Galinha Preta. O show durou cerca de 30 minutos e foi o suficiente pra esquentar o frio.

Já o Capotones, segunda atração local da noite, mostrou um show que misturava filmes B e rock and roll no mesmo pacote. O quarteto trouxe uma apresentação pra lá de eletrizante. Em 45 minutos, a banda espantou o frio com muito psicobilly. Grande parte do público sabia de cabeça todas as músicas do grupo. No palco, os quatro estavam vestidos de preto e com um visual "rock horror" – destaque para o guitarrista Rafael, que parecia um novo membro dos Misfits. O Capotones tocou músicas do primeiro disco, além de dois covers. O papa do folk rock, Jonhny Cash, foi homenageado com a música Folson Prison Blues. Para encerrar, nada mais justo que uma canção do extinto trio brasiliense Little Quail and the Mad Birds: Cigarrette.

A noite parecia ser de homenagens às bandas da cidade. Um dos destaques locais, o Prot(o), terceira banda da cidade a se apresentar neste sábado, tocou uma música da extinta Divine: A Rainha das Garotas Más. Assim como os conterrâneos do Capotones, uma grande parte do público era de fãs do grupo. O Prot(o) trouxe ao palco um som mais trabalhado, com solos de guitarra e uma performance típica de bandas do chamado college rock. O vocalista Carlos Pinduca demonstrou muito carisma com a platéia, que retribuia com gritos e aplausos.

Já se passava de 1h da manhã quando o Bois de Gerião – que contou com a participação de Xande, do Móveis Coloniais de Acaju, no trombone – subiu ao palco. O grupo mostrou, de cara, músicas que estão no novo CD lançado há um mês, intitulado Nunca Mais Monotonia. Em pouco mais de 30 minutos, a banda presenteou o público com o já conhecido ska core. Para não fugir à regra, o quinteto mandou mais um cover – parecia que as locais tinham combinado uma "noite de homenagens". Desta vez, a banda mandou bem com No One Knows, do aclamado grupo norte-americano Queens Of The Stone Age. O público sentia a fórmula do banda e cantava em coro, fechando com chave de ouro a participação local na segunda noite do festival.

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