No sábado, o formato se repetia. As Barbis de Olinda entram no time do desnecessário, não apenas pelos comentários sem graça que fazem entre as músicas, quanto pela escalação de três vocalistas que simplesmente não conseguem cantar. As músicas têm até um bom potencial, assim como a performance delas no palco, mas tudo se perde num jogo de afeto próprio.
Para compensar, Valv (MG) e Móveis Coloniais de Acaju (DF) foram, com o perdão do adjetivo resumido, fantásticos. A primeira nem tanto, considerando que um teatro não é o ideal para o rock cantado em inglês deles. Já a segunda, com um vocalista que parece um novo Wilson Simonal mais pop e jovem, se daria bem tocando até no pólo norte.
É uma espécie de formato orquestra, com vários metais e em especial um cara que é realmente louco no palco com um trompete de vara. Foi tanta animação que ofuscou um pouco os franceses do Rubin Steiner. Outro rock bem legal de guitarras, que também brinca com instrumentos de metais e um cello.
Para todos que se aventuram entrar nessa linha experimental, o Tortoise deu aula. Duas baterias e uma formação que é até visualmente simétrica, com mais outros três teclados. Mandaram a melhor projeção de vídeo dos dois dias.
Coquetel Molotov cresce e amadurece

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