Noventa dias sem fazer show na terra natal deixam a banda nervosa. “Estamos subindo pelas paredes, com saudades”, brinca o baixista Fábio Pedrosa. O tempo é suficiente para os fãs começarem a reclamar. “Nós sempre tocamos bastante aqui. E este ano a gente ainda não tinha conseguido. O público começa a reclamar”, comenta o saxofonista Esdras Nogueira.
O motivo do afastamento temporário foi o excesso de compromissos fora da cidade e a necessidade de expandir os tentáculos da banda para outras praças. Em 2007, Móveis participou do projeto Sons de Uma Noite de Verão (Sesc Pompéia, São Paulo). Lá, tocou ao lado da paulistana Ludov. No carnaval, esteve em Goiânia e depois participou de festivais no Rio de Janeiro. Para os próximos meses, há shows marcados em Natal e os retornos ao Rio (no Canecão) e São Paulo. Os compromissos animam a banda. “O pessoal lá fora está comprando bem a idéia, está apoiando. Até a estrutura melhorou”, afirma Esdras.
Para esta noite, a programação do Móveis Convida prioriza o repertório dos brasilienses. “Os shows aqui são melhores, mais organizados e longos. Amanhã (hoje) devemos tocar 26 músicas, entre covers e autorais. Isso dá mais de duas horas”, adianta o saxofonista. Eles dividem o palco com os parceiros de estrada Rock Rocket, de São Paulo, e ADI (Amigos de Ivolanda), de Brasília. “Sempre convidamos bandas que a gente cria uma identidade pessoal e musical”, completa.
Móveis Coloniais de Acaju fez o último show na capital em 25 de novembro do ano passado, na tenda da UnB. Na época, os convidados eram os cariocas da Los Hermanos. Dessa vez, a grande expectativa não é gerada por tocar com uma grande banda, mas sim por ser o primeiro show do ano.

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