Banda brasiliense entre o rock e o ska
Fonte: Diário de Natal | Autor: Redação | Data: 01/05/2007
A base é o rock e o ska. Mas não fica só nisso. Outros ritmos brasileiros e até a música da Europa oriental influenciam o som do banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. O grupo é um dos convidados para a nona edição do Mada que irá movimentar a cidade no período de 3 a 5 de maio, na Arena do Imirá, na Via Costeira. Eles estão escalados para a segunda noite do evento, se apresentam antes dos Detonautas, que encerram a noite. ‘‘Já foi um privilégio ter sido convidado para o Mada, além disso vamos tocar em um horário privilegiado’’, comentou o flautista e vocalista do grupo Beto Mejía.
O grupo está no Nordeste desde a semana passada, veio para fazer shows em Recife, no último final de semana, ‘‘no ano passado estivemos em Recife participando de um festival, sentimos a necessidade de retornar’’, afirmou o produtor do grupo Fabrício Ofuji, que esteve na redação divulgando a banda, ‘‘tivemos uma boa receptividade no Nordeste. Aqui vocês têm uma maior concepção de festa. Se divertem muito. Os nossos shows por aqui têm sido muito gratificantes’’. Na quinta-feira, o grupo inteiro irá assistir aos shows da primeira noite do Mada, quando pretende fazer contatos com outras bandas, depois da apresentação deles (na segunda noite), eles embarcam para Brasília, onde se apresentam no Festival de Música Independente, no sábado.
A banda surgiu em 1998, se popularizou no meio universitário, mas atualmente já conquistou os ouvidos mais adolescentes e mais maduros também. Diferente dos demais grupos de rock, eles têm uma formação bem extensa, são dez músicos no palco que misturam o som distorcidos das guitarras com instrumentos de sopro como o sax e o trombone. Isso confere ao grupo um som diferenciado. A formação é a seguinte: André Gonzáles (voz), BC (guitarra, bandolim e cavaquinho), Beto Mejía (flauta transversal e voz), Eduardo Borém (gaita cromática, teclados e escaleta), Esdras Nogueira (sax barítono), Fabio Pedroza (baixo), Leonardo Bursztyn (guitarra), Paulo Rogério (sax tenor), Renato Rojas (bateria) e Xande Bursztyn (trombone).
História
Há dois anos o grupo lançou seu primeiro disco Idem, com músicas autorais. ‘‘As nossas composições falam sobre o cotidiano, sobre experiências pessoais, sobre o amor. Toda música tem um título e um subtítulo’’, comentou Beto. O álbum, que é independente, já vendeu seis mil cópias, uma tiragem expressiva pra uma banda que nasceu no cenário de música independente. Eles garantem que a apresentação do grupo é bastante interativa com o público e, com exceção apenas do baterista, os demais componentes se movimentam com freqüência no palco.
O Móveis foi destaque nos festivais Porão do Rock, Humaitá pra Peixe e Curitiba Rock Festival, também ganhou, recentemente, o prêmio de Melhor Show 2006 da revista Laboratório Pop. No ano passado o grupo promoveu três edições do evento Móveis Convida, uma espécie de festival no qual eles convidam bandas de fora para se apresentarem em Brasília, já participaram desse evento Rádio de Outono (PE), Ímpar (MG), Ludov (SP), Moptop e Los Hermanos (RJ). Foi esse intercâmbio com bandas de outras regiões que proporcionou a primeira turnê do grupo pelo Nordeste, também no ano passado. O grupo fez shows em Recife, Maceió, Aracaju e Salvador. Para este ano, o Móveis fará quatro edições do Móveis Convida.
A banda está em fase de pré-produção do segundo disco autoral, que está previsto para ser lançado no final do ano. Além disso também querem lançar uma edição limitada de um compacto em vinil, Vai Thomaz no Acaju, que será um releitura das músicas dos extintos grupos brasilienses Little Quail e Câmbio Negro, com a participação de Gabriel Thomaz (Autoramas e ex-Little Quail).
Uma curiosidade, o nome do grupo é proveniente de um acontecimento histórico, no século 18, quando os índios se aliaram aos portugueses para expulsar os ingleses da Ilha do Bananal. No local, que era um grande produtor de móveis, houve uma grande quebradeira de móveis. Daí o nome da banda Móveis Coloniais de Acaju.