Tecnobrega!
Autor: Fabrício Ofuji | Data: 30/09/2008 às 13:41 | 0 comentários
Gabi Amarantos (Tecnoshow) com André e Borém durante festival Se Rasgum (2007) | Foto retirada do blog do Borém
Há muito a música paraense chama atenção... o André, que se diz meio-paraense, é um dos entusiastas dos ritmos do Pará. De lá, inclusive, apresentamos um grupo em edição do Móveis Convida, o Cravo Carbono (que, entre suas influências, carrega os gêneros cultuados e produzidos por lá).
Além de sua riqueza cultural, o tecnobrega chamou atenção de pesquisadores brasileiros por sua organização e mercado. É o caso de Ronaldo Lemos e Oona Castro, que lançam o livro Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música, hoje, no Rio de Janeiro.
Estou bastante curioso para ler o livro, até porque o mercado da música paraense é um exemplo para nós. Fica a dica de leitura... Abaixo, segue texto retirado do
Overmundo, referente ao lançamento. Veja em "Saiba mais" (coluna ao lado), o atalho para o download de Tecnobrega: o Pará reinventando o negócio da música.
Cultura e mercado do mesmo lado. “Mais do que um estilo musical, o tecnobrega é um mercado que criou novas formas de produção e distribuição”, diz o advogado Ronaldo Lemos que, em co-autoria com a jornalista Oona Castro, conta a história deste movimento cultural e mergulha na cena paraense no livro “Tecnobrega: o Pará reinventando o negócio da música”. O livro, que analisa as relações de agentes com aspectos materiais e simbólicos da produção cultural local, é o nono volume da coleção Tramas Urbanas, lançada pela Aeroplano Editora, com curadoria de Heloisa Buarque de Hollanda, que visa dar voz às diversas manifestações artísticas e intelectuais das periferias brasileiras. O lançamento vai ser no próximo dia 30 de setembro, na livraria Unibanco Arteplex (Praia de Botafogo 316), às 19h30, no Rio de Janeiro.
Nascido do brega tradicional, o tecnobrega surgiu no início dos anos 2000, distante das grandes gravadoras e da atenção da grande indústria, graças à apropriação de novas tecnologias e à mobilização de agentes como DJs, artistas, cantores, bandas, vendedores de rua, festeiros, etc. A partir da experiência desses atores, Ronaldo Lemos e Oona Castro mostram a importância de novos modelos de negócios que consolidem mercados viáveis e sustentáveis. Para Lemos, compreender a dinâmica econômica e cultural do circuito tecnobrega “pode revelar não somente formas rentáveis de negócios, mas modelos que permitam a sustentabilidade social, cultural e econômica em outras realidades, mesmo sem o apoio do mercado formal”.
O livro, fruto de estudos do projeto Modelos de Negócios Abertos – América Latina (Open business models – Latin America), coordenado pelo Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Instituto Overmundo, traz respostas à crise da indústria cultural que respeitam a diversidade e as culturas locais. "O Tecnobrega é um dos fenômenos mais impressionantes em termos de experimentalismo na produção cultural e na invenção de novos modelos de negócio. Este estudo de ponta de Ronaldo Lemos e Oona Castro vai, sem dúvida, tornar-se referência obrigatória para os caminhos da economia criativa nesse momento novíssimo que estamos vivendo", diz Heloisa Buarque.
Ronaldo Lemos é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, onde é professor titular e coordenador da área de propriedade intelectual. É diretor do projeto Creative Commons.
Oona Castro é coordenadora executiva do Instituto Overmundo. Formada em Comunicação Social (Jornalismo) pela faculdade Cásper-Líbero, é membro fundadora do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social e trabalhou em instituições como a Prefeitura do Município de São Paulo, o Conselho Britânico e o VisitBritain.
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