Fazendo a Megazine | Uma noite roqueira
Fonte: O Globo na Internet | Autor: Natalia Soares | Data: 14/04/2009
Na semana passada, fui escalada para cobrir o festival "Móveis Convida". A banda, que já tem dez anos de estrada, estava promovendo a décima edição e lançando o segundo disco, "C_mpl_te", cujas faixas já estão disponíveis desde o mês passado no site deles. Já tinha ouvido o som da banda, mas nunca tinha visto o tão falado show ao vivo.
O legal de um festival independente é que, longe do glamour que o público costuma achar que existe, o clima é de muita informalidade. Eu e os demais jornalistas convidados, por exemplo, chegamos ao Centro Comunitário da UnB na mesma van do Black Drawing Chalks, a primeira atração da noite. E jantamos com o pessoal do Macaco Bong e com parte do Móveis. Caía uma chuva como eu nunca imaginei ver no árido Planalto Central: das quatro da tarde às quatro da manhã foi um aguaceiro ininterrupto. Mais um estereótipo que cai...
Mais afeita ao cavaquinho e violas do que às guitarras (confesso), fui surpreendida pelos shows que vi: os goianos do Black Drawing Chalks cantaram como veteranos e já fizeram o público vibrar desde o começo; o Galinha Preta e sua apresentação caótica arrancaram alguns risos incrédulos e a simpatia do público; e o Macaco Bong, com suas sinfonias roqueiras, receberam aplausos longos e calorosos. Tomei um susto ao achar que via um princípio de confusão no show, tão pacífico. Que nada, eram apenas umas rodas de pogo - aprendi o nome lá - daquela galera que gosta de se esbarrar quando está ouvindo um som pesado (!).
A essa altura do campeonato, eu já estava lutando contra a dor nas pernas - e às voltas com a bateria do celular com câmera que eu levei para gravar os shows - ganhei uma nova dose de energia com a entrada do Móveis. Das músicas já conhecidas, como "Copacabana" até "O tempo", do novo CD, o público cantou praticamente todas as letras - prova do sucesso certo que o disco vai fazer. Bonito de se ver!