Festa caseira do Móveis

Fonte: O Globo | Autor: Natalia Soares | Data: 14/04/2009
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Móveis Coloniais de Acaju: A banda tocou as músicas do segundo disco, que será lançado ainda este mês, mas cujas faixas já estào disponíveis no site deles desde o início de março. Tem gente que os compara ao Los Hermanos - só que beeem mais alegres...

Uma das palavras mais ouvidas durante o Festival Móveis Convida, no último dia 3, foi "eixo". E não era porque estavam todos no centro comunitário da UnB, ao lado do Eixo Monumental, mas porque a festa era uma celebração da força do Móveis Coloniais de Acaju e do cenário independente das redondezas, mesmo distante do "eixo" Rio-São Paulo.

- Depois de uma turnê de três dias pelo Rio, em 2005, a gente resolveu roubar a ideia do Ludov, de convidar outras bandas pra tocar junto. No primeiro, foram 900 pessoas. Agora é um pouquinho mais, mas o clima continua o mesmo - diz, modesto, o baixista Fabio Pedroza, que, antes de tocar para cinco mil fãs, passou o dia resolvendo pepinos, como uma invasão de ambulantes no local do show, durante a tarde. - O legal é que dá pra ver que é possível trazer o eixo pra cá, a coisa está distribuída.

O grupo estava todo com um frio na barriga para apresentar as músicas do segundo disco, "C-mpl-te", pela primeira vez. Não precisavam ficar tão preocupados; afinal, estavam em casa: "O Tempo", o novo single, já estava na boca da galera, que cantou a letra do início ao fim.

Antes, porém, os fãs foram bastante receptivos aos convidados da noite, aberta pelos goianos Black Drawing Chalks, muito aplaudidos pelo público ao mostrar o show de rock pesado e vibrante que vão levar para uma turnê de 40 dias nos Estados Unidos e no Canadá.

- Não entendi direito o nome deles, mas achei a banda muito legal! - confessou Marianah Vilella, de 18 anos, que estava com as amigas no gargarejo e prometeu que ia procurá-los no MySpace depois que a repórter passou o nome correto do grupo.

A seguir, foi a vez de um inacreditável show do Galinha Preta, banda de hardcore de Brasília com composições que falam desde alimentos estragados ao padre balonista que sumiu em Santa Catarina. Depois disso, o Macaco Bong assumiu o comando com seu rock instrumental que lhe garantiu ano passado, o título de banda revelação do ano pela revista "Rolling Stone".

- É legal ver a força do rock por aqui, e a gente trabalha por uma formação de público e de bandas regionais. A nova cara da música está vindo daqui. E só está aparecendo porque tem um monte de gente com garra para batalhar pela autonomia do trabalho e pelo fortalecimento deste eixo - encerrou o guitarrista Bruno Kayapi.

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