Fora do palco, o Móveis ainda administra os shows | Foto: Xavier de França
São 19h30 e em poucas horas o Móveis Coloniais de Acaju subirá ao palco do Centro Comunitário de Brasília para o show de lançamento de seu segundo disco, C_mpl_te. Sentado à mesa de um restaurante da capital federal, o baixista Fábio Pedroza não consegue nem se levantar para servir seu prato de comida. Ao telefone, ele acerta os detalhes de segurança para o show da noite quando toca o outro celular. "A correria é tanta que eu já desenvolvi uma técnica para falar em dois telefones ao mesmo tempo", revela.
O dia inteiro é assim. Pela tarde, por exemplo, Fábio teve que impedir uma invasão de vendedores ambulantes no local do show. É parte da divisão de tarefas natural que aconteceu com a banda ao longo do tempo, em que cada músico foi assumindo aquilo que mais tem facilidade em fazer. Assim, aos poucos eles abandonam seus empregos e se dedicam em tempo integral ao Móveis. A banda inclusive se tornou uma empresa com CNPJ próprio. "Percebemos que seria preciso nos organizar há uns cinco anos", comenta o tecladista Eduardo Borém, um dos designers da banda e responsável pelo site oficial.